Avaliação do pico de velocidade no teste de carminatti (t-car) em jogadores de futebol da segunda divisão, no início, e no fim de uma pré-temporada

  • Thiago Marquez Lacombe Santos Faculdade de Educação Física da Universidade de Brasília, Brasília-DF, Brasil.
  • Guilherme Eckhardt Molina Faculdade de Educação Física da Universidade de Brasília, Brasília-DF, Brasil; Grupo de Estudos em Fisiologia e Epidemiologia do Exercício e da Atividade Física, Universidade de Brasília, Brasília-DF, Brasil.
  • Freddy Enrique Ramos Guimarães Grupo de Estudos em Fisiologia e Epidemiologia do Exercício e da Atividade Física, Universidade de Brasília, Brasília-DF, Brasil; Instituto Federal Goiano, Morrinhos-GO, Brasil.
  • Carlos Janssen Gomes da Cruz Faculdade de Educação Física da Universidade de Brasília, Brasília-DF, Brasil; Grupo de Estudos em Fisiologia e Epidemiologia do Exercício e da Atividade Física, Universidade de Brasília, Brasília-DF, Brasil.
  • Lorival José Carminatti Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis-SC, Brasil.
  • Edgard Melo Keene von Koenig Soares Faculdade de Educação Física da Universidade de Brasília, Brasília-DF, Brasil; Grupo de Estudos em Fisiologia e Epidemiologia do Exercício e da Atividade Física, Universidade de Brasília, Brasília-DF, Brasil.
Palavras-chave: Desempenho atlético, Aptidão Física, . Treinamento intervalado de alta intensidade., Treinamento físico

Resumo

Introdução e objetivo: A pré-temporada é importante para o desenvolvimento das capacidades físicas dos atletas, sobretudo a potência aeróbia. Contudo, nem sempre se avaliam os resultados das intervenções realizadas neste período. Nosso objetivo foi avaliar o efeito da pré-temporada na potência aeróbia, analisada pelo pico de velocidade (PV) obtido em um teste incremental de campo. Materiais e métodos: Doze atletas homens (idade: 21,8 ± 3,3 anos; estatura: 178,5 ± 7,1 cm; massa corporal: 70,1 ± 5,9 kg; Índice de Massa Corporal: 22,0 ± 1,8 kg/m2) da categoria profissional (Segunda divisão brasiliense) realizaram um teste progressivo intermitente (Teste de Carminatti) no início e no final da pré-temporada, para mensuração do PV. Os dados descritos em termos de média ± desvio-padrão, o PV inicial e final foi comparado utilizando o Teste t pareado e o tamanho de efeito (TE) - d de Cohen. A menor diferença importante foi utilizada para analisar a melhora individual dos atletas. Resultados: Observou-se um aumento significativo do PV no final da pré-temporada, quando comparada ao início (15,3 ± 1,0 km/h vs 14,7 ± 0,8 km/h; p=0,002; TE: 0,7). Individualmente, 25,0% dos atletas tiveram uma melhora considerada grande (>0,91 km/h), 16,7% tiveram uma melhora moderada (>0,45 km/h), 33,3% tiveram uma pequena melhora (>0,15 km/h) e 25,0% tiveram alterações pequenas demais para serem consideradas importantes (≤0,15 km/h). Conclusão: Ao final da pré-temporada o PV do time aumentou significativamente, contudo, houve muita heterogeneidade nas respostas. Uma parte dos atletas alcançaram melhoras expressivas, enquanto outros tiveram alterações insignificantes.

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Publicado
2022-03-24
Como Citar
Santos, T. M. L., Molina, G. E., Guimarães, F. E. R., Cruz, C. J. G. da, Carminatti, L. J., & Soares, E. M. K. von K. (2022). Avaliação do pico de velocidade no teste de carminatti (t-car) em jogadores de futebol da segunda divisão, no início, e no fim de uma pré-temporada. RBFF - Revista Brasileira De Futsal E Futebol, 13(56), 726-737. Recuperado de http://www.rbff.com.br/index.php/rbff/article/view/1189
Seção
Artigos Cientí­ficos - Original