Análise do nível de estresse dos árbitros de Futsal da região de Londrina-PR
Palavras-chave:
Psicologia do Esporte, Esporte, Estresse psicológicoResumo
O árbitro convive com ameaças, conflitos, pressões e medo de errar, na função de garantir o cumprimento das regras do jogo. Situações essas que podem desencadear o estresse e prejudicar o seu desempenho. Logo, o objetivo foi caracterizar o nível de estresse dos árbitros da região de Londrina, Paraná, pertencentes à Federação Paranaense de Futebol de Salão. Participaram 28 árbitros, com média de 33,2 (±6,3) anos. Os instrumentos utilizados foram os questionários "Critério Brasil 2015" e "Teste de Estresse Psíquico dos árbitros dos Jogos Esportivos com/sem contato " TEPA". Para análise aplicou-se o Teste de Wilcoxon; Coeficiente de Correlação de Pearson; Qui-Quadrado e Exato de Fisher (p≤0,05). Não houve diferenças significativas e correlações entre variáveis e dimensões, exceto o nível socioeconômico na dimensão psicológica (p=0,034). "Competição desorganizada" e "Falta de segurança para chegar e principalmente voltar para casa" possuem as maiores médias de percepção de estresse. O desenvolvimento deste no árbitro independe de idade, sexo, experiência, nível de atuação ou escolaridade. A percepção de estresse é variável e individual. Árbitros com melhor renda média domiciliar apresentam menores índices de estresse.
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